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terça-feira, 14 de agosto de 2012
Queda de cabelo: permanente ou temporária?
Queda de cabelo é uma preocupação unânime: ela pode indicar o começo da calvície ou alguma disfunção do organismo. Ou seja, sempre preocupa! Perder pouco mais de 100 fios por dia é normal. É claro que você não vai ficar contando, mas dá pra ter noção ao sentir a quantidade que vai embora quando você penteia, lava e passa a mão nos fios. Quando caem mais cabelos que o normal, é sinal de que algo está errado. E, sim, precisa procurar ajuda.
Quando a queda de cabelo é temporária…
As variações normais da vida – que incluem estresse, mudanças na alimentação e nos hormônios – podem causar uma queda capilar reversível. Alguns medicamentos também causam perda de cabelo, especialmente aqueles para tratar artrite, gota, depressão, problemas cardíacos e pressão alta.
Se você estiver com perda de cabelo associada a cansaço, problemas de concentração e sono, procure um médico para fazer um exame de função de tireoide.
Tratamentos médicos como quimioterapia e radioterapia causam o desenvolvimento de alopecia (o nome científico da queda), já que eles atacam as células que crescem e se dividem mais rapidamente no corpo humano (as células dos folículos capilares fazem parte desse grupo). Após o fim do tratamento, os fios voltam a crescer como antes e há a restauração do padrão antigo de cabelos.
Outra razão comum para perda dos fios são hábitos estéticos que, sem o devido cuidado, podem causar dano aos fios. Tratamentos químicos podem levar a um raleamento do cabelo através da quebra e perda das camadas proteicas dos fios. Isso não costuma causar danos permanentes, mas se você notar que, após parar com esses tratamentos, seu cabelo não voltou a crescer em três meses, é preciso procurar seu dermatologista.
Outras causas da queda de cabelo: tração excessiva dos cabelos (causada por penteados ou fixação de próteses), doenças como diabetes, lúpus, ovário policístico, alterações do sistema imunológico, hiper e hipotireoidismo, tintas e alisantes de cabelo usados de maneira inadequada, estresse físico ou psicológico, parto, dietas sem auxílio médico e cirurgia recente.
Quando a calvície é permanente…
É normal o cabelo afinar por conta de fatores genéticos ou pelo processo de envelhecimento natural. Isso é bem mais comum com os homens: muitos notam um leve aumento na queda e raleamento do cabelo relacionado a processos fisiológicos, geralmente se iniciando no início dos 40 anos.
Esse processo se chama alopecia androgenética e ocorre quando os períodos de crescimento do cabelo diminuem e o fio perde seu vigor e diâmetro. A cada ciclo de crescimento, o cabelo se enraíza mais superficialmente e cai mais com facilidade. A hereditariedade desempenha um papel importante: se você possui histórico em qualquer lado da família, há um aumento no risco de você desenvolver a calvície. A perda é diferente de acordo com o sexo. No homem pode se iniciar ao redor dos 20 anos, atingindo a maior intensidade aos 40 anos.
As mulheres são mais afetadas após a menopausa. Quando ocorre, a perda geralmente se inicia mais tarde e em menor intensidade. Nas mulheres, os folículos programados para parar de crescer estão espalhados de modo difuso no couro cabeludo. Eles ficam mais ralos, mas não aparecem entradas e áreas calvas. A questão, nas mulheres, é a falta de estrógeno, o hormônio feminino que diminui na menopausa, como elas têm mais esse hormônio do que os homens, estão mais protegidas. Por isso, o ideal é ter acompanhamento médico nessa fase. Só seu médico vai saber se é necessário fazer ou não a reposição hormonal.
Pra ajudar no crescimento saudável dos fios, lembre-se de:
Lavá-los com frequência e com água morna ou fria. Use um condicionador fortalecedor e que combine com seu tipo de cabelo.
Ter uma dieta saudável e balanceada. Você precisa ingerir vitaminas (frutas e verduras variadas) e proteínas (carnes magras e cereais integrais) para que os fios cresçam de forma saudável. Uma visita ao nutricionista poder ajudar.
Ficar de olho na sua saúde. Doenças crônicas, febres e infecções contribuem para a queda de cabelo.
Manter distância de tratamentos que agridam os fios ou que sejam duvidosos. Vá sempre ao seu cabeleireiro de confiança e evite usar química em casa (a não ser que você seja profissional).
Evitar o excesso de penteados como rabos de cavalo e coques: o cabelo é esticado e forçado a uma tensão que ele não aguenta.
E sempre: consulte o seu médico dermatologista com freqüência. Hoje em dia há vários tratamentos que controlam a queda de cabelo. Quanto antes começar, mais resultado você vê!
Por Daniela Hueb, com informações de Mdemulher
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Calvície feminina: causas e tratamentos
A queda de cabelo em mulheres é causada principalmente por fatores genéticos. Mas outros vilões como o desequilíbrio hormonal, o consumo de álcool e fumo, a deficiência de vitaminas no organismo e o uso de determinados medicamentos são gatilhos para o problema se manifestar em pessoas que já têm pré-disposição.
Os casos de calvície feminina deixaram de ser raros. “Nos últimos dez anos, aumentou em quatro vezes o número de mulheres que eu atendo. Elas já representam 45% das consultas deste tipo”, conta o médico Luciano Barsanti, especializado em tricologia, área da medicina dedicada aos problemas dos cabelos e do couro cabeludo.
De acordo com o especialista, autor do livro “Dr. Cabelo” (Editora Elevação), o estresse é atualmente um dos principais desencadeantes da calvície. O estilo de vida acelerado, comum para as mulheres modernas, detona o esgotamento físico e mental, e isso pode refletir na queda de cabelo.
Diferente dos homens e suas famosas “entradas” na testa, a calvície nelas afeta outras áreas. “Ocorre mais no topo da cabeça. Além disso, geralmente a mulher tem a área frontal normal, com a perda de fios mais difusa”, aponta o cirurgião plástico Ricardo Lemos, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e um dos autores do livro “Transplante Capilar - Arte e Técnica” (Editora Roca).
Perder até 100 fios de cabelo por dia é normal, mas acima disso fica preocupante. “É fácil notar a diferença porque a família toda percebe e começa a reclamar dos fios espalhados pela casa: no chão do banheiro, no travesseiro e até no banco do carro”, esclarece a dermatologista Silvana Lessi Coghi, da Sociedade Brasileira Dermatologia.
A particularidade da queda deve ser analisada e investigada por um médico. “Não adianta comprar um xampu antiqueda, que não tem nenhuma comprovação científica de eficácia, e não tratar o problema de fundo, que pode ser uma anemia por falta de ferro no organismo ou um problema na glândula da tireoide, por exemplo”, explica Silvana.
Curiosamente, a preocupação excessiva com a forma física tende a causar dificuldades com os cabelos, como é o caso dos regimes
restritivos. “As dietas indiscriminadas, sem acompanhamento médico, deixam o organismo pobre em nutrientes. Essa conduta afeta os fios, que podem começar a cair em excesso”, alerta Barsanti, que ainda revela um aumentado de calvície em pessoas que passam pelas gastroplastias, conhecidas popularmente como cirurgias de estômago.
Os tratamentos para queda de cabelo
“É possível tratar com medicamentos já disponíveis no mercado. Um exemplo é um hormônio sintético que vem sendo usado tanto para homens, como para mulheres, com bons resultados”, exemplifica Silvana. Os fármacos podem ser aplicados na área afetada ou ingeridos oralmente. Outra indicação de tratamento muito usada atualmente é associação de terapias. “Você associa os fitoterápicos, que são medicamentos vindos de plantas, com as novas tecnologias, como os eletroestímulos, que são pequenos choques indolores no couro cabeludo, que estimulam a multiplicação celular”, revela Barsanti. Em média, cada sessão terapêutica combinada custa por volta de R$ 380. Para um bom resultado, elas precisam ser feitas por seis meses consecutivos, sendo
duas a cada mês.
Quando os tratamentos farmacológicos ou tecnológicos não atingem o resultado esperado, ainda existe uma última opção: o implante capilar. “Antes de tudo, é preciso examinar a área doadora de fios. Nem sempre a mulher tem na cabeça dela cabelos suficientes para implantar na região afetada”, pontua Lemos, que elucida ainda que no caso de não haver uma quantidade mínima necessária, a alternativa é usar próteses. Quem tem cabelos suficientes para tirar de uma área e colocar na outra terá que desembolsar entre R$ 10 mil e R$ 20 mil pelo procedimento cirúrgico. Uma novidade desse tipo de cirurgia é o implante com os
fios longos. “Uma vantagem dessa técnica é que ela permite que os fios sejam colocados na mesma angulação e mesma curvatura dos já existentes, o resultado acaba sendo mais satisfatório”, constata Lemos.
Com informação IG
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